Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dias [im] Perfeitos

Chegar, ler e ficar

Dias [im] Perfeitos

Chegar, ler e ficar

22.11.17

Crónicas de escárnio e maldizer

gatafunhado pela Eduarda

tumblr_nz5gh0Kr9W1smjphjo1_540.jpg

Gostos não se discutem. Mas hoje apetece-me discutir sobre o gosto duvidoso que algumas pessoas têm em relação à escolha dos nomes dos seus rebentos.

Kiara (nem sei se é assim que se escreve), Kevin, Iara, são alguns desses exemplos.

E que tal registar os rebentos com nomes "normais"? Como por exemplo, João ou Ana. São apenas sugestões, digo eu.

Valha-me a nossa senhora do registo civil, que deve "ouvir" cada um pior que o outro.

21.11.17

Primeiro apontamento natalício lá de casa

gatafunhado pela Eduarda

20171118_172918.jpg

As melhores fotos para mim, são aquelas que captámos no calor do momento. Por isso, as minhas fotos pessoais no blogue não são de grande qualidade, mas são autênticas. 

Esta bonequinha com um toque natalício, comprei-a no Lidl. Está pendurada na porta da casa-de-banho do meu quarto. Ainda não montei a árvore de Natal porque acho que ainda é demasiado cedo para isso, e também porque pretendo fazê-lo só no dia 1 de Dezembro como habitualmente.

Até lá, esta boneca (de seu nome Josefina) vai me fazendo lembrar que o Natal está a chegar.

20.11.17

Detox

gatafunhado pela Eduarda

23.jpg

Não, eu não comprei daqueles sumos de nomes esquisitos e de cores estranhas que apenas emagrecem a carteira. Não. Eu estou a falar de um detox de redes sociais que fiz durante o fim-de-semana e que me soube pela vida. Afinal, eu não sou assim tão "viciada" como pensava. Passou-se maravilhosamente bem e todos deviam experimentar nem que seja, como eu, durante dois dias.

Tomei a decisão de fazer este detox na Sexta-feira à noite quando desliguei o Wi-fi do telemóvel. Quis ficar "off". Hoje em dia as redes sociais absorvem-nos de tal maneira, que por vezes até nos esquecemos um bocadinho de viver fora da rede. Pessoalmente, também não me considero muito "viciada". No facebook por exemplo, a minha foto de perfil remonta ao ano de 2009. Não publico muitas coisas em relação à minha vida, sou bastante reservada nesse aspecto, mas não quer dizer que não tenho vida. Quer dizer que tenho vida para além das redes sociais.

Por vezes é preciso fazer um "reset" para nos recordarmos dos tempos em que vivíamos sem redes sociais. Se éramos mais felizes? Não sei. São épocas diferentes, evoluí-mos e temos outro tipo de interesses. Quanto a mim, é uma experiência a repetir.

18.11.17

Contra mim falo

gatafunhado pela Eduarda

4.bmp

Que atire a primeira pedra quem nunca desconfiou até certo ponto das capacidades de uma pessoa com algum tipo de limitações. Eu já desconfiei.

Não tenho qualquer tipo de preconceito e muito menos me considero "melhor que os outros" só porque a vida me abençoou sem nenhum tipo de deficiência física e psicológica até à data. Ninguém está livre.

Vou então falar sobre a minha história com uma colega de trabalho que é amblíope. Ela chegou até mim há cerca de dois anos para fazer um estágio profissional como telefonista. Era a sua primeira experiência profissional e era completamente alheia a tudo. E parecia até que nem "vivia neste mundo". Era um verdadeiro diamante em bruto que me deu muito trabalho a lapidar. Aos 26 anos, ela sabia tão pouco ou nada desta realidade que é a vida. Cansou-me mesmo muito durante meses. Eu, que não tenho formação para dar formação alguma, tornou-se bastante difícil ensinar-lhe seja aquilo que fosse. Pura e simplesmente ela não prestava atenção absolutamente nenhuma àquilo que eu lhe ensinava. Nenhuma mesmo. Eu repetia a mesma coisa uma dúzia de vezes, mas ela não aprendia. Não desisti dela, embora me apetecesse na maior parte dos dias. Até que um dia decidi deixá-la trabalhar como se eu não estivesse ali para ajudá-la. Cometeu vários erros, mas como ninguém nasce ensinado, eu contava até 10, respirava fundo e chamava-a à atenção depois. E no minuto seguinte voltava a cometer o mesmo erro, mas pronto...adiante.

Desconfiei sempre dela, ou melhor, do trabalho dela. Até que chegou o dia de a deixar voar com as suas próprias asas. Saí daquele serviço para abraçar outro e ela ficou sozinha, mas claro que eu era e sou, a sua "rede de apoio". Mas ela está à sua sorte há vários meses e desenrasca-se bem. Quando tem dúvidas pergunta-me como deve fazer. De facto ela surpreendeu-me e ainda bem. Ensinou-me que somos todos capazes e com alguma paciência connosco próprios, chegamos onde quer que seja. Errando muito às vezes, e acertando outras vezes. Afinal, todos temos as nossas limitações. Aprendi também com ela, a ser mais tolerante comigo própria. Exijo demais de mim.

 

 

17.11.17

Ando um pouco preocupada, mas não me tira o sono

gatafunhado pela Eduarda

E andas preocupada com o quê, Eduarda? Com isto da Evolução Humana e passo a explicar.

Evoluir é bom, é muito bom e até aqui estamos todos de acordo. Mas quando esta evolução pode vir - algum dia - a substituir a Humanidade, preocupa-me um bocado. E aqui falo daquela robot que palrava como um Ser Humano na Web qualquer coisa.

Estava eu a ouvir o discurso da Sofia (penso que é assim que ela se chama) e fiquei assim um pouco para o "chocada" com isto da evolução Humana, onde a inteligência artificial anda a dar cartas (acho até que é o baralho todo). Até que ponto isto é bom, com Robots a substituir-nos? Vamos ser substituídos por máquinas, é isso? Vamos passar a conviver com eles como se de Seres Humanos se tratassem?

Isto são apenas algumas das questões que me atormentam a alma e esta minha mente irrequieta.

16.11.17

Do verbo Cuidar

gatafunhado pela Eduarda

A mulher da minha vida - a minha querida e doce mãe - é cuidadora há 19 anos, desde que o meu pai ficou paraplégico devido à extração de um tumor na medula. Não vou negar que é difícil de lidar com uma pessoa com a personalidade do meu pai. Ás vezes quero muito desculpá-lo de algumas atitudes que ele tem, devido ao facto de ele nunca ter aceitado a doença, de nunca ter aceitado até ao dia de hoje, o que a vida lhe colocou à frente, mas não consigo e acabo muitas vezes por perder um bocado a paciência. Ele tornou-se um homem zangado com a vida e com o mundo todo à sua volta e é claro que, quem mais padece com todo o seu negativismo é quem lida com ele mais directamente como é o caso da minha mãe. E já nem falo de mim, nem do meu irmão.

Por vezes, dou por mim a ralhar com ela. Chamo-a à atenção sobre o facto de ela se esquecer muitas vezes dela para viver em função do meu pai. Digo-lhe muitas vezes que é uma óptima cuidadora, porque é mesmo, e que faz tudo muito bem, mas que não pode esquecer-se dela. Não quer ir à fisioterapia porque diz ela: "vou deixar o pai sozinho" entre outras pérolas que nem sequer vou citar.

Mas eu gosto muito de lhe proporcionar bons momentos. Eu sei que ela gosta de lanchar "naquela" pastelaria e levo-a sempre que há um espacinho. Sei que ela gosta que lhe arranjem as unhas, mas essa parte faço eu, uma vez que ela detesta o tempo que tem de estar à espera na manicura, entre outras coisas.

Cuidar de quem cuida. É muito importante estes pequenos miminhos a estas pessoas que estão tão saturadas destes dias. Nem que seja uma pequena conversa em que escutamos muito mais do que falámos, já é uma preciosa ajuda.

 

 

15.11.17

Fada do lar (ou não)

gatafunhado pela Eduarda

569.bmp

Ontem foi dia de organizar. Organizar a casa e também dia de fazer sopa. Cheguei a casa para almoçar por volta das 13:45H. Almocei, arrumei a cozinha, reguei o jardim, lavei tapetes, passei a ferro e fiz sopa (só de legumes e sem batatas) para dois ou três dias. Quando dei conta o dia já escurecia, mas apesar do cansaço evidente, cheguei ao fim do dia com a sensação de missão cumprida.

Eu gosto de ser "fada de lar" e fui educada também nesse sentido. Cozinhar e limpar a casa, não é um sacrifício nenhum para mim. Pelo contrário, ajuda-me a distrair.

14.11.17

Ter um blogue

gatafunhado pela Eduarda

Ter um blogue para mim, também significa colocar as ideias no lugar. Enquanto escrevo, defino alguns objectivos (alguns mentalmente) como forma de compromisso e é uma forma de me sentir mais focada. Se os cumpro ou não, aí já é uma outra conversa, mas pelo menos sinto-me quase que "obrigada" a cumprir os ditos!

Com o aparecimento da minha doença, uma das consequências foi o aumento de peso. Este aumento de peso é significativo e bastante visível até. Julgo ter engordado quase 20 quilos até agora. Por aconselhamento médico eu não me peso. Não adianta olhar para os números da balança, porque isso só me vai deixar mais ansiosa e mais deprimida. Isto é uma situação causada pela doença. Esta gordura corporal está principalmente localizada no tronco e também é bastante notória na cara. Tenho a chamada cara de "lua cheia".

É claro que este excessivo aumento de peso causa-me um certo desconforto em relação à minha imagem. No entanto, este aumento de peso é também fruto de alguma negligência da minha parte, eu confesso. Deixei-me levar e como tudo aquilo que bem me apetece. E este ano por exemplo, nem sequer fiz uma única caminhada. Ora porque não me apetecia, ora porque está muito calor, ou porque não tinha tempo. Só desculpas e mais desculpas. Estou sempre a dizer que é amanhã que vou voltar a comer bem e a mexer estas perninhas, mas esse amanhã nunca chega e vou adiando cada vez mais.

Eu tenho muita tendência a engordar, por isso, tenho de ter muito cuidado com a alimentação e não me descuidar também do exercício físico. Não há milagres eu sei disso e nenhuma mudança começa de um dia para o outro. E a primeira mudança tem de ser a mudança interior, de dentro para fora.

Há todo um processo interior que tem de ser bem arrumado e garanto-vos que, ninguém é mais feliz só porque vê os números da balança a baixarem. Durante todo o processo de uma vida mais saudável, temos de estar bem connosco próprios e isso facilita muito toda esta "mudança". Os outros não vão gostar mais de nós só porque a nossa imagem está diferente, não, isso não vai acontecer. Nós é que temos de gostar de nós. Nós não temos de ser bonitos como os outros, mas sim bonitos como nós próprios e sem comparações. Isso foi um erro que cometi durante anos e a duras penas aprendi que afinal, eu sou eu e ponto final ... sem quaisquer comparações.

Nós somos o fruto das nossas escolhas e das nossas opções. Gostar de nós não implica a aceitação dos outros, mas sim a nossa própria aceitação. O que eu quero para mim, o que me faz bem, o que me faz feliz, os meus gostos e interesses não têm de passar por uma aceitação perante a sociedade. E se eu não fizer nada por mim, ninguém o fará de certeza.

A prioridade aqui é fazer sempre o melhor por mim, nem que isso implique algumas vezes "comer mal", ou deixar que a preguiça me vença. Sou (somos todos) um work in progress e quero ser sempre a melhor versão de mim.

 

 

12.11.17

O início

gatafunhado pela Eduarda

large (2).jpg

Todos os senhores doutores (os médicos) dizem o mesmo... que não devemos sair de casa sem tomar o pequeno-almoço e que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia. E eu concordo plenamente, pois é a minha refeição preferida. Dizem - e aqui também concordo - que a felicidade está nas pequenas coisas e nos pequenos momentos e se há coisinha que me faz feliz é tomar o pequeno-almoço ainda de pijama. Por isso, aproveito os fins-de-semana (principalmente os Domingos) para tomar o meu galão quentinho, juntamente com regueifa com manteiga. Quem é do Norte sabe do que estou a falar.

Ai senhores, até me babo com este manjar dos deuses.

 

A autora

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O que escrevi em:

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D